
Assisti ontem ao Fantástico sobre a reportagem das pessoas que falam enquanto dormem. Lembrei que tenho, ou tinha esse probleminha também, quer dizer, eu, além de falar, andava. Mamãe sempre conta que miraculosamente ela acordava quando isso acontecia, mas eu, lesa até dormindo, só tinha um caminho a fazer: ia direto para o banheiro, acredita? É, banheiro, ia lá, não fazia nada, batia a descarga - acho que era o início do meu TOC - e sentava atrás da porta, aí, mamãe, me pegava pela mão - porque ela sabia que se acordasse um sonâmbulo ele (eu) morria - e me levava bonitinha para a cama. Claro que, no outro dia não lembrava nada e na outra noite ou na próxima depois, lá ia eu na excursão ao toilette. Uma vez ela contou que falei o nome de um rapazinho a noite inteira – isso nos idos de 198..., haha, eu nem gostava dele tanto assim, bléh.
Haha, eu também me divertia com isso, hoje em dia não faço mais, só uns ronquinhos aqui e acolá. Meus irmãos homens também possuem essa “falha” no comportamento, a esposa do mais velho acha graça – ele desceu de elevador até o térreo e voltou pra casa, sozinho, o apartamento era cheio de grades por nossa causa - e o irmão menor conta histórias que ninguém entende. Marido também sofre do falatório quando está estressado, uma vez se debateu todo na cama gritando sobre máquinas e asfalto e terraplenagem – horror, ele é engenheiro civil, e se estressa fácil, fácil no pique da obra, e por falar em obra, não preciso mais que ninguém pegue minha mão para sair de trás da porta do banheiro, durmo como um anjinho.
